sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Jura sereta 123

may musadaminhacannon.blogspot.com




ainda que fosse
só poema
que não seja
a boca
que a minha deseja
palavra
que em tua língua
apavora
saliva como fala
onde.o fogo é falo
que a trilha descortina
na íris da retina
onde teu instinto
me devora

artur gomes
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

onde estará você agora


beatriz bajo - musa daminha cannon



Jura secreta 122

esse poema não secreto
muito menos sagrado
mesmo se jura fosse
entre a face de fogo
e os teus olhos beatriz
por onde leio teu livro
no sangue da tua face
a flor na pele de seda
em fragmentos de Dante
as letras sobre o papel
e teus poemas transbordam
rios entrando meus poros
por toda língua delírios
extravasa irrompe penetra

esse poema não secreto
feito em teus olhos beatriz
tensão dos músculos
cravados sobre a palavra
onde pulsa, a cada lavra
a tua coisa mais plena
e esta jura serena
como uma missa profana
e os cabelos da noite cigana
o canto do amor entre a boca
e o mar que em teus seios agita
a febre que queima em meus dedos
e na boca o teu nome palpita


tropicalirismo

girassóis pousando
nu teu corpo
festa
beija-flor seresta
poesia fosse
esse sol que emana
do teu fogo farto
lambuzando a uva
de saliva doce

arturgomes
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